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Sua RPV foi depositada? Saiba como confirmar o pagamento12 min read

Sua RPV já foi depositada ou o processo ainda está em andamento? Essa é uma das dúvidas mais comuns de quem finalmente chega à fase de pagamento e acompanha o processo todos os dias na expectativa de receber o valor.

O problema é que nem sempre as informações disponíveis nos sistemas da Justiça são fáceis de entender. Expressões como “RPV expedida”, “autuada”, “depositada” ou “liberada para saque” podem gerar dúvidas e fazer muitas pessoas acreditarem que o dinheiro já está disponível, quando, na verdade, ainda existem etapas pela frente.

Neste guia, você vai aprender onde consultar a RPV, como identificar se o depósito realmente foi realizado, em qual banco o valor costuma ser liberado e o que fazer caso o pagamento apareça no processo, mas ainda não esteja disponível para saque. Além disso, você entenderá quando o crédito deixa de ser uma RPV e passa a seguir as regras dos precatórios, uma diferença que muda completamente a forma e o prazo de recebimento.

Continue a leitura e descubra como acompanhar sua RPV com mais segurança, evitar interpretações equivocadas e entender exatamente em que etapa o seu pagamento está.

Sumário

  • O que é um RPV?
  • O que significa RPV expedida?
  • Qual é a diferença entre RPV expedida, autuada e paga?
  • Como saber se a RPV já foi depositada?
  • Onde aparece a informação do depósito?
  • Como descobrir em qual banco o dinheiro está?
  • Quais documentos levar para receber?
  • O que fazer quando a RPV foi depositada, mas não sacada?
  • Perguntas frequentes
  • Conclusão

O que é uma RPV?

A Requisição de Pequeno Valor (RPV) é uma forma de pagamento utilizada pela Justiça para quitar dívidas de órgãos públicos reconhecidas em decisão judicial definitiva. Ela se aplica quando o valor da condenação não ultrapassa o limite previsto em lei para esse tipo de requisição. Quando o crédito supera esse teto, o pagamento deixa de ocorrer por RPV e passa a seguir o regime dos precatórios. Por isso, antes de acompanhar o pagamento ou tomar qualquer decisão, é importante identificar corretamente qual é o seu crédito e entender as regras que se aplicam ao seu caso.

O que significa ter uma RPV expedida?

RPV é a sigla correspondente Requisição de Pequeno Valor, para  o processo chega à fase de pagamento e a Justiça define o valor devido, o juiz expede uma Requisição de Pequeno Valor. Essa movimentação significa que a vara responsável preparou a ordem de pagamento e encaminhará as informações ao tribunal competente. No entanto, RPV expedida não significa RPV depositada.

Depois da expedição, o tribunal ainda precisa receber, conferir e processar a requisição. Em seguida, os recursos precisam ser liberados e enviados à instituição financeira responsável. Por isso, quem encontra apenas a informação “RPV expedida” no processo ainda deve continuar acompanhando o andamento. O dinheiro só ficará disponível depois que o tribunal concluir as etapas seguintes e registrar o depósito.

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Qual é a diferença entre RPV expedida, autuada e paga?

Essas expressões indicam momentos diferentes do processo. A RPV expedida representa a ordem de pagamento emitida pela Justiça de origem. Já a RPV autuada indica que o Tribunal Regional Federal recebeu e registrou a requisição em seu sistema. Alguns tribunais também usam expressões como “inscrita”, “cadastrada” ou “incluída na ordem cronológica”. A nomenclatura pode variar, mas essas movimentações geralmente mostram que o tribunal recebeu a requisição e começou a processá-la. Elas ainda não confirmam, sozinhas, que o credor pode sacar o dinheiro.

Por fim, a RPV depositada ou paga indica que o tribunal encaminhou o valor a uma instituição financeira oficial e abriu uma conta judicial vinculada ao beneficiário. Ainda assim, vale conferir se o sistema já liberou o levantamento. Afinal, o juízo pode impor algum bloqueio ou exigir uma providência adicional antes do saque.

Como saber se a RPV já foi depositada?

O primeiro passo é identificar qual Tribunal Regional Federal administra a requisição. Depois, acesse o portal oficial de RPVs e precatórios desse tribunal e procure a área de consulta pública. Normalmente, o sistema permite pesquisar por dados como CPF ou CNPJ, número do processo, número da RPV, número do requisitório ou nome do beneficiário. As opções mudam conforme o tribunal.

No TRF5, por exemplo, o portal permite consultar pelo CPF ou CNPJ, pelo número sequencial da RPV, pelo processo de execução, pelo processo originário e por outros dados. Acesse diretamente clicando aqui

Depois de localizar a requisição, leia as movimentações mais recentes. Informações como “fase depósito em conta”, “depósito efetuado”, “valor disponibilizado” ou “liberado para levantamento” costumam indicar que o tribunal já encaminhou o dinheiro ao banco.

Entretanto, não considere apenas a notícia de que o Conselho da Justiça Federal liberou recursos para um lote de RPVs. O CJF transfere os limites financeiros aos Tribunais Regionais Federais, mas cada TRF realiza os depósitos conforme seu próprio cronograma. Portanto, o credor deve confirmar a data efetiva do depósito no portal do tribunal responsável.

Onde aparece a informação do depósito?

A informação pode aparecer no andamento da própria RPV, no portal de precatórios do tribunal ou no processo eletrônico de origem.

Em geral, procure os seguintes dados:

  • data do depósito;
  • valor depositado;
  • banco responsável;
  • agência;
  • número da conta judicial;
  • data de liberação para saque;
  • existência de bloqueio ou restrição.

Embora esses dados ajudem a confirmar o pagamento, nem todos ficam visíveis na consulta pública. Alguns tribunais restringem as informações bancárias ao beneficiário e ao advogado por questões de segurança.

No TRF5, por exemplo, os dados sobre banco, agência, conta e valor podem aparecer na área específica da RPV ou do precatório dentro dos sistemas processuais. O tribunal informa que essas informações ficam disponíveis depois do lançamento da fase “depósito em conta”.  Caso o portal não mostre dados suficientes, o credor pode consultar o advogado responsável ou entrar em contato com a vara onde o processo tramitou.

Como descobrir em qual banco o dinheiro foi liberado?

A Justiça Federal normalmente deposita RPVs em instituições financeiras oficiais. Em muitos casos, o pagamento ocorre por meio da Caixa Econômica Federal ou do Banco do Brasil. No entanto, o credor não deve escolher uma agência por conta própria antes de consultar o processo. O próprio andamento costuma informar qual instituição recebeu o depósito. Alguns tribunais permitem que o beneficiário faça o levantamento em qualquer agência do banco depositário. Outros podem orientar o saque em uma agência específica ou exigir procedimentos adicionais, principalmente quando existe bloqueio judicial.

Por isso, antes de se deslocar, confirme:

  • qual banco recebeu o dinheiro;
  • se o valor já está liberado;
  • se existe alguma restrição;
  • quais documentos a instituição exige;
  • se o tribunal exige alvará naquele caso.

Quanto tempo leva para a RPV ser depositada?

Nas RPVs federais, o pagamento deve ocorrer, em regra, no prazo de até 60 dias, contado a partir do recebimento da requisição pelo tribunal. Entretanto, o credor não deve contar esse prazo a partir da data em que venceu a ação. Antes disso, a vara precisa expedir a requisição e enviá-la ao Tribunal Regional Federal. Somente depois que o tribunal recebe e registra a RPV começa a etapa de processamento para o pagamento. Além disso, existe uma diferença entre o dia em que o CJF libera os recursos, o dia em que o TRF faz o depósito e a data em que o banco permite o saque. Por isso, o andamento processual continua sendo a fonte mais segura para acompanhar o caso.

Quais documentos levar para receber a RPV?

Os documentos exigidos podem variar conforme o tribunal, o banco e as particularidades do processo. Ainda assim, a instituição financeira geralmente solicita:

  • documento oficial de identidade com foto;
  • CPF;
  • comprovante de residência atualizado.

Também é recomendável levar o número do processo, o número da RPV e as informações bancárias disponíveis no andamento.

No TRF5, a orientação vigente inclui a apresentação de RG, CPF e comprovante de residência atualizado, em original e cópia, salvo quando o juízo impõe alguma restrição ao levantamento.

Quando um advogado realiza o saque, o banco e o tribunal podem verificar os poderes previstos na procuração. Da mesma forma, casos que envolvem herdeiros, titulares falecidos, menores de idade, pessoas representadas ou créditos bloqueados podem exigir documentos adicionais e autorização judicial. Por isso, antes de ir ao banco, confirme as exigências específicas com o advogado ou com o tribunal.

O que fazer quando a RPV foi depositada, mas o saque não aconteceu?

Se o processo informa que o tribunal depositou a RPV, mas o credor ainda não conseguiu receber, o primeiro passo é verificar a data de liberação. O banco pode levar alguns dias para processar a conta judicial depois do depósito. Em seguida, confira se o andamento registra algum bloqueio, suspensão ou exigência do juízo. Uma divergência de dados pessoais, uma discussão sobre honorários, uma penhora, uma cessão anterior ou a necessidade de habilitação de herdeiros pode impedir temporariamente o saque.

Além disso, o valor pode estar disponível em uma conta judicial, e não na conta bancária pessoal do credor. Nesse caso, o beneficiário precisa seguir o procedimento indicado pelo tribunal para transferir ou retirar o dinheiro. Caso a instituição financeira não localize o depósito, peça que o advogado confira os dados bancários registrados no processo. Também vale entrar em contato com a vara de origem ou com o setor de precatórios do Tribunal Regional Federal.

Evite pagar taxas a terceiros que prometem “desbloquear” ou “liberar” uma RPV. O credor deve buscar informações diretamente no tribunal, no banco depositário ou com o profissional responsável pelo processo.

E se eu descobrir que o crédito é um precatório?

Muitas pessoas pesquisam como saber se a RPV já foi depositada, mas descobrem que o processo não gerou uma RPV. Quando o valor ultrapassa o limite legal, a Justiça expede um precatório, que segue um calendário de pagamento diferente. Nesse caso, o credor deve verificar a data de apresentação, a natureza do crédito, a existência de prioridade e a programação orçamentária aplicável.

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Além disso, quem possui um precatório pode avaliar a possibilidade de antecipar o recebimento por meio da cessão de crédito. Essa escolha exige uma análise individual, pois envolve o valor atualizado, a previsão de pagamento e o deságio aplicado à proposta. Na Ativos, a equipe analisa a documentação e a situação do precatório antes de apresentar qualquer possibilidade. Dessa forma, o credor consegue comparar a espera pelo pagamento público com a alternativa de receber antes e decidir com mais clareza.

Perguntas frequentes

A RPV expedida já está disponível para saque?

Não. A expedição representa apenas a emissão da ordem de pagamento. Depois disso, o tribunal precisa receber, processar e depositar o valor em uma instituição financeira.

Qual movimentação mostra que a RPV foi depositada?

A expressão varia conforme o tribunal. Procure movimentações como “depósito em conta”, “depósito efetuado”, “valor disponibilizado” ou “liberado para levantamento”.

O dinheiro da RPV cai na minha conta pessoal?

Nem sempre. Em geral, o tribunal abre uma conta judicial em nome do beneficiário. Depois, o credor segue as orientações para sacar ou transferir o valor.

Como saber se a RPV foi depositada no Banco do Brasil ou na Caixa?

Consulte o andamento da requisição no portal do Tribunal Regional Federal. O sistema costuma indicar a instituição financeira responsável pelo pagamento.

Preciso pagar alguma taxa para liberar a RPV?

Não pague taxas a pessoas que prometem liberar o valor. Confirme qualquer cobrança diretamente com o tribunal, o advogado ou a instituição financeira oficial.

O que fazer quando não encontro minha RPV na consulta?

Confirme se a vara de origem já enviou a requisição ao tribunal. Caso a RPV ainda não apareça, entre em contato com o advogado ou com a unidade judicial responsável. O TRF5 também orienta o credor a verificar com a vara se a requisição foi efetivamente encaminhada.

Conclusão

Para descobrir se a RPV já foi depositada, consulte o portal do Tribunal Regional Federal responsável e leia as movimentações mais recentes da requisição. A informação “RPV expedida” ainda não confirma o pagamento. Procure o registro do depósito, o banco responsável e a data de liberação para saque.

Além disso, confira se existe alguma restrição no processo e confirme os documentos exigidos antes de ir ao banco. Caso o valor depositado pareça diferente do esperado, analise os cálculos, os honorários e as possíveis retenções com o advogado.

Se, durante a consulta, você descobrir que o seu crédito é um precatório, fale com a equipe da Ativos. Nossos profissionais podem analisar a situação do crédito, esclarecer as informações do processo e explicar as alternativas disponíveis para o seu caso.

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